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    OBSERVATÓRIO DO TRABALHO NA AMÉRICA LATINA - DCP/IFCS/UFRJ
    Prof. responsável: Wallace dos Santos de Moraes
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OBSERVATÓRIO DO TRABALHO NA AMÉRICA LATINA – DCP/IFCS/UFRJ

Prof. responsável: Wallace dos Santos de Moraes
Professor do Departamento de Ciência Política e do Programa de Pós-Graduação em História Comparada da UFRJ. Pesquisador do INCT/PPED.  Possui mestrado em Ciência Política pelo IUPERJ (2003), pós-graduação lato senso em História Contemporânea pela UFF (2001), bacharelado e licenciatura em História pela UFRJ (1999). Autor do livro: Brasil e Venezuela – histórico das relações trabalhistas de 1889 até Lula e Chávez. Rio de Janeiro: Achiamé, 2011.
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APRESENTAÇÃO DO OTAL (Observatório do Trabalho na América Latina)

O mundo em que vivemos caracteriza-se por extraordinários avanços científicos e tecnológicos que, apropriados por alguns, não tornam a vida de todos melhor. Aparentemente de maneira paradoxal, a robótica não diminuiu a jornada de trabalho e ainda aumentou o desemprego. Bilhões de dólares são gastos com eventos esportivos em todo o mundo, enquanto falta o básico (saúde, educação, moradia, saneamento) à população despossuída dos meios de produção e de subsistência. Atualmente, menos da metade da população mundial tem um emprego formal, menos ainda tem estabilidade. Isto significa que mais da metade dos habitantes da terra sobrevivem com um trabalho precário ou de favor, pois está acometida pelo desemprego. Para piorar, a perspectiva de futuro é triste, pois estas pessoas não têm qualquer garantia de uma velhice independente e digna. Muitas teorias e intelectuais ficam presos à camisa de força institucional e não conseguem pensar para além da conformação social atual. Na maior parte das vezes discutem temas efêmeros que não apontam para a melhoria das condições de vida e de liberdade de todas as pessoas.

A América Latina durante séculos foi aviltada e utilizada como fornecedora de matéria prima, prata e ouro para financiar o capitalismo. Os seus trabalhadores com muito suor, sangue e lágrimas foram os principais responsáveis por suprir o sistema, sem que pudesse usufruir dessas riquezas. O principal objetivo do nosso grupo de pesquisa é perscrutar como andas a situação para o trabalhador de um modo geral no continente. Entendemos que o estudo sobre os direitos trabalhistas, sua história, suas peculiaridades e, sobretudo, a sua relação com a luta direta do trabalhador pode ajudar na identificação de uma chave interpretativa com vistas à construção de um mundo sem desigualdade e dotado de ampla liberdade.

O OTAL (Observatório do Trabalho na América Latina) congrega estudantes e pesquisadores, todos interessados em desvendar os meandros da vida social e de suas relações de poder. Sob uma perspectiva libertária, portanto, crítica da desigualdade econômica, social e política e do modus operandi autoritário estabelecido por uma sociedade hierarquizada, pretendemos levar a cabo pesquisas, que estimulem a compreensão de alguns aspectos das complexas organizações societais contemporâneas sem estarmos presos a dogmas que limitem nossas reflexões. Estes estudos buscarão ajudar a instrumentalizar a construção de uma sociedade livre das hierarquias e das desigualdades, baseada na posse coletiva do produto social produzido por todos. O OTAL tem duas linhas de pesquisas:

1) Histórico das relações trabalhistas na América Latina;

O objetivo desta linha de pesquisa é, a partir de uma pesquisa comparada e multidimensional, identificar as mudanças legislativas na área do Direito do Trabalho e consequentemente das condições para os trabalhadores na passagem do século XX para o XXI na América Latina.

2) Por um paradigma libertário de análise;

Na Modernidade, a exaltação da vida dos reis e seus reinados, dos presidentes e seus parlamentares, das nações e dos nacionalismos, das guerras e do capitalismo foram objetos privilegiados dos historiadores oficiais ou pretendentes a. Todos os “impérios” possuíam seus “contadores de história” com objetivos claros de legitimar o poder. Ao mesmo tempo, em diferentes contextos nortearam a historiografia a ideia de progresso e evolução positivista, o pensamento de que chegaríamos ao comunismo por uma lei determinista, justificativas de grandes absurdos como as nações e seus respectivos nacionalismos, e uma micro-história para não pensarmos mais no todo, dentre outros. A estadolatria foi uma de suas principais marcas. Objetivamos aqui colaborar para a construção de um novo paradigma. Seu principal objetivo é ir de encontro à perspectiva da estatismo e deve apresentar-se como um crítico contumaz da ausência de liberdade para os homens. Uma liberdade que só pode se concretizar com igualdade social. Com efeito, o objetivo desta pesquisa é jogar luz para a necessidade de perscrutação da liberdade e da igualdade entre os homens ao longo da história como postura realmente relevante para a emancipação dos que vivem do trabalho, destarte, construindo um paradigma libertário de análise nas ciências sociais

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